O uso de notebooks e desktops é algo extremamente popular. Eles foram os precursores quando o assunto é acesso à internet e utilização de softwares. Muito antes de pensarmos em smartphones, os PCs já estavam ao nosso lado, auxiliando no desenvolvimento de tarefas de trabalho, compartilhamento de conteúdo e entretenimento.

O Brasil possui um grande número de computadores, cerca de 5 para cada 6 habitantes do país. Essa proporção se traduz em aproximadamente 174 milhões de desktops e notebooks em atividade por todo o país.

Mesmo com a popularização dos dispositivos móveis, um computador ainda é uma máquina bastante requisitada, seja para trabalho ou para uso pessoal. Em alguns casos, ele é imprescindível para algumas tarefas, o que faz dele algo bastante presente na rotina de quase todo brasileiro.

Essa realidade de uso abundante abre uma discussão pertinente: como proteger dispositivos como notebooks e desktops contra ameaças virtuais, como os vírus, worm e outros malwares.

Para auxiliar você na busca pelas melhores práticas em segurança para os seus dispositivos, separamos algumas dicas para proteger seu computador e fazer uso dele sem grandes preocupações.

1. Cuidado com as conexões WiFi

As redes de internet sem fio são bem populares nos dias de hoje. No final de 2015, o Brasil registrou um aumento de 189% no número de hotspots – locais de acesso à internet via rede sem fio – o que demonstra a popularidade dessa tecnologia e a abrangência das redes wireless em todo o território brasileiro.

Por mais que exista um grande número de redes e locais de acesso disponíveis, nem todos eles representam um ambiente de navegação seguro. Certas redes, principalmente as redes públicas, não possuem protocolos rigorosos de segurança, o que permite que grupos de criminosos se aproveitem dessa fragilidade para ter acesso aos dispositivos conectados e até mesmo subtrair dados e implantar malwares.

Tome muito cuidado com os conteúdos acessados durante uma sessão de internet em local público. Evite o uso de sites que demandem senhas (como redes sociais, contas de e-mail, plataformas de trabalho) e, principalmente, evite acessar o internet banking. Um descuido pode significar uma grande dor de cabeça. Se possível, utilize uma VPN para acessar redes públicas.

2. Utilize senha no seu dispositivo

Um dos perigos para os donos de computadores, principalmente notebooks, é o roubo ou furto da máquina. Nem sempre os ladrões estão de olho nas informações contidas dentro do seu computador. É mais comum a revenda do aparelho ou de suas peças, porém, em alguns casos, os grupos criminosos fazem uma varredura atrás de informações de interesse antes de realizar o desmonte do dispositivo.

Para evitar que o roubo do aparelho torne-se também um roubo de informações, vale utilizar uma boa senha para evitar o acesso ao sistema operacional e todas as suas pastas, histórico de internet, senhas, fotos, etc. Não se esqueça de utilizar uma senha “forte” e evite clichês, como sequências de números e letras. Procure sempre utilizar um password que mescle letras maiúsculas, minúsculas, símbolos e números. Se você quer verificar a força da sua senha, existem alguns sites que avaliam a qualidade da senha. Clique aqui para conferir um deles.

3. BYOD e a importância do VPN

Muitas empresas estão modificando as suas estruturas de trabalho e permitindo que a ascensão da mobilidade dos dispositivos altere a realidade do escritório. Hoje em dia, o Home Office já é encarado com naturalidade por inúmeras empresas, sendo que algumas delas adotam também a prática conhecida como Bring Your Own Device (BYOD), algo como “Traga seu próprio dispositivo”. Nesse sistema, o colaborador pode trabalhar utilizando o seu próprio notebook, que precisa apenas de uma conexão com a internet para acessar as ferramentas de trabalho.

Apesar de ser uma prática que enaltece a mobilidade e a flexibilidade de horários o BYOD requer algumas práticas de segurança para evitar que informações corporativas sejam acessadas por pessoas mal intencionadas. Uma das ferramentas mais utilizadas para evitar o roubo de dados é a conexão via VPN. Nesse sistema, o computador utiliza um software para se conectar remotamente com os sistemas corporativos, permitindo que eles possam ser utilizados remotamente com segurança.

 4. Nunca deixe de utilizar um bom antivírus

Os antivírus são antigos aliados da navegação segura. Há anos eles são recomendados por especialistas, dada a sua eficiência na proteção de computadores, capacidade de serem combinados com outras ferramentas de segurança (como os firewalls) e seu grande banco de dados, que contém inúmeras informações sobre ameaças de todos os tipos.

Um bom antivírus é capaz de detectar diversos tipos de ameaças virtuais evitando contaminações por arquivos maliciosos e muito mais. Conforme as ameaças evoluem e se tornam mais inteligentes, os antivírus também vão progredindo para se tornarem ferramentas de ampla eficiência frente às ameaças virtuais.

5. Utilize softwares de bloqueio e criptografia de pastas

Se você quer realmente aumentar a segurança do seu computador em caso de roubo do dispositivo, além da aplicação das senhas de acesso ao sistema operacional, é possível utilizar senhas e criptografia em pastas. Existem alguns programas que permitem a criação de passwords para restringir o acesso às pastas que contenham documentos e informações pessoais ou empresariais, o que amplia a segurança das informações contidas no computador.

Exemplos de prejuízos causados pelo roubo de informações

Entre 2016 e 2017, os roubos de dados cresceram 88%, esse dado aponta que cada vez mais o cibercrime se torna uma ameaça para empresas e pessoas. A segurança de dispositivos como os computadores é fundamental para evitar ocorrências dessa natureza. Algumas empresas e pessoas já foram vítimas de violações de segurança que causaram grandes transtornos. No já distante ano de 2008, a Petrobrás foi vítima de roubo de dados relacionados à uma sonda que trabalhava na bacia de Santos. As informações foram captadas por meio do furto de quatro notebooks e dois HDs.

No ano passado, uma funcionária do Governo Americano teve seu computador furtado de seu carro, e o roubo gerou bastante preocupação para as autoridades nos EUA. A máquina continha dados sobre a Trump Tower (um dos empreendimentos do Presidente Donald Trump) e informações sobre a investigação realizada sobre a ex-candidata Hillary Clinton, que foi acusada de usar um servidor particular para trocar e-mails governamentais, algo que é proibido.

Esses dois casos demonstram a importância da segurança nos dispositivos. Em ambos os casos, fica claro que a adoção de ferramentas de segurança em dispositivos é fundamental para evitar que informações políticas, estratégicas e confidenciais se tornem alvo de crimes virtuais. Também é importante ressaltar que, apesar dos exemplos citados decorrerem de descuidos ou alvos de grande importância, a maior parte dos ataques se destina a pequenas e médias empresas.

Lembre-se: A segurança da informação é algo que deve ser desenhado pensando em todas as esferas, desde os servidores até os dispositivos. O crescimento no número de crimes virtuais denota que há muitos grupos se aproveitando da fragilidade da segurança e falta de conhecimento para obter vantagens ilícitas. Sempre tenha em mente a importância de manter todos os dispositivos, da sua casa ou empresa, sempre protegidos.