Em tempos de evolução acelerada da tecnologia, a nuvem se destaca como uma das ferramentas essenciais para qualquer empresa. Não é à toa que ela é considerada um dos pilares da transformação digital e da própria Indústria 4.0, beneficiando os mais variados setores do mercado. Mas, afinal, você pode não contar com todo corpo de engenheiros de uma empresa multinacional ou ser uma gigante dos SaaS, então como aproveitar ao máximo o potencial dessa tecnologia?

Tenha em mente que existem várias fases ou etapas de adoção da nuvem. Em determinados momentos você poderá estar tateando e testando as primeiras aplicações, e precisará de informações e entender a base de funcionamento da nuvem; em outro poderá estar surfando a onda da transformação digital e então seu foco será em otimização e integrações. Tentamos fazer esse guia de como aderir a nuvem de tentar levantar pontos em cada uma dessas etapas.

O primeiro passo é entender mais o conceito e suas aplicações, além de explicar seu funcionamento. Em segundo lugar, vamos falar também sobre alguns cuidados necessários para quem vai adotar essa tecnologia, inclusive darmos algumas dicas para você estruturar e gerenciar sua infraestrutura. O terceiro passo abordaremos como gerenciar seu ambiente de TI na nuvem. E no final, conheça algumas táticas mais complexas de governança.

O que você vai aprender neste conteúdo:

O que significa computação em nuvem?
   Cloud computing no dia a dia das empresas

O que considerar antes de ir para a nuvem?
   Tipo de nuvem:
     - Nuvem Privada
     - Nuvem Pública
     - Nuvem Híbrida

    Fluxo dos processos de trabalho
    Vantagens da migração da sua TI para a nuvem
    Otimização dos custos
    Ampliação da segurança física e lógica
    Faça uma VPN
    Firewall é essencial
    Garanta o Antivírus

    Tipos de fornecedores:
      - Cloud Provider
      - Security Provider
      - Cloud Broker
      - Cloud Service Provider

Como gerenciar meu ambiente na nuvem?
    Multicloud
    Tenha visibilidade
    Otimização e Governança

Aproveite a leitura!

O que significa computação em nuvem?

O conceito de computação em nuvem (cloud computing) se refere a uma infraestrutura de TI construída como serviço sob demanda para acessar recursos compartilhados ou dedicados de computação como serviços de redes, servidores ou aplicações com o mínimo esforço e gerenciamento necessários de forma elástica e conveniente em um ambiente externo. Resumindo, significa que eles não estão necessariamente na empresa — em vez de configurar software e hardware internamente, o usuário acessa as aplicações por uma conexão com a internet, com o claro objetivo de otimizar a infraestrutura de TI.

Esqueça aquelas salas cheias de servidores, storages e equipamentos. Tudo isso estará em outro local, disponível para que sejam acessados direta ou indiretamente pelos usuários, de forma rápida, prática, segura, escalável e sob demanda.

O conceito as vezes pode não ser muito simples, mas as vantagens que ele traz são significativas. Tanto é que suas aplicações já estão presentes em nosso dia a dia há alguns anos.

Cloud computing no dia a dia das empresas

Alguns exemplos básicos da computação em nuvem podem ser encontrados nos serviços de hospedagem de e-mail, armazenamento e backup, streaming de vídeos e planilhas online. Muitas empresas adotam essas ferramentas e nem percebem que estão usando a nuvem. Se você já acessou uma planilha compartilhada, provavelmente fez isso na nuvem.

Vale destacar que diversas outras ferramentas corporativas ainda mais complexas e poderosas, como ERPs, CRM, BI, sistemas de gestão de contratos online e bancos de dados, por exemplo, podem ser utilizados em nuvem.

De fato, a computação gerou uma mudança profunda na forma de usar a tecnologia, tanto que mesmo pequenas empresas agora podem contar com soluções digitais poderosas com baixo investimento e equipes de TI reduzidas.

Se você é quem administra e pensa no negócio como um todo, com essa solução, passa a ficar menos dependente das máquinas e começa a usufruir melhor da tecnologia e do que ela oferece, podendo focar no core business da sua empresa. Para analistas e administradores de infraestrutura de TI, a oportunidade de acesso a recursos virtualmente inesgotáveis a um custo que seria proibitivo em um investimento direto.


O que considerar antes de ir para a nuvem?

Cada vez mais empresas vêm adotando o serviço de nuvem como infraestrutura para seus processos de TI. Essa mudança representa uma nova e importante fase do modo de funcionamento das empresas e aquelas que não se adaptam podem se tornar rapidamente obsoletas. Entretanto, é comum que surjam algumas dúvidas sobre esse processo.

Tipo de nuvem

Empresas que entenderam o poder estratégico do setor de TI, saíram na frente em transformação digital e aproveitaram as novas tecnologias foram as que mais se desenvolveram nos últimos anos. A computação em nuvem ajudou a esclarecer essa vantagem competitiva, sendo capaz de gerar valor e até mesmo redefinir o modelo de negócios. Por isso, é importante ter alguns cuidados na hora de adotá-la. Isso pode ser feito de três formas: nuvem privada, pública e híbrida.

Nuvem privada

Nuvem privada é projetada e implementada por conta própria. Todos os recursos computacionais são dedicados à sua empresa. Trata-se da opção geralmente mais cara, já que será preciso, de fato, adquirir e criar a rede de servidores, configurá-los e gerenciá-los, porém com isso terá o maior nível de controle. Exige também uma grande necessidade de pessoas com formações específicas para cada área da TI.

Nuvem pública

Já a nuvem pública é quando se aproveita os recursos computacionais e serviços de cloud providers. Ela oferece a tecnologia de ponta dos cloud providers com custos acessíveis para todos os portes de empresas. A necessidade de especialistas para cuidar de infraestrutura reduz drasticamente, a TI ganha tempo e altera seu foco para questões diretamente relacionadas ao negócio que lhe proporcionam maior visibilidade e gerando ganhos ao colocar a tecnologia a favor da atividade central do negócio, como por exemplo ampliar uso de sistemas que aumentam a produtividade. A equipe de TI interna ganha um reforço de um time de especialistas em infraestrutura nesse modelo, tirando de sua rotina atividades que consomem muito tempo e esforço, como backups ou rotinas que avaliem a disponibilidade e desempenho dos ambientes. Essa equipe passa ser a extensão da sua equipe de TI trazendo inúmeros benefícios e economias para sua companhia.

Nuvem híbrida

Enquanto uma nuvem privada é dedicada, totalmente gerenciável, com alta necessidade de pessoas e investimento, a pública torna-se uma opção mais barata que demanda menor nível de customização, mesmo geralmente apresentando melhor custo benefício, favorecendo uma estrutura mais enxuta com menores investimentos e imobilização. No entanto, pode ser interessante adotar um modelo híbrido para aproveitar os dois mundos. Por exemplo, ter um servidor em nuvem pública para o backup, enquanto as outras aplicações são centralizadas em um único data center, ou nuvem privada, para que haja um ganho de performance.

Essa é uma opção que é geralmente utilizada por empresas e organizações que precisam fazer com que recursos de uma nuvem privada ou infraestrutura local se comuniquem de maneira que a empresa ganha mobilidade e flexibilidade em cargas de trabalho distintas, seja por custo, segurança, disponibilidade ou mesmo aproveitar serviços agregados como machine learning. Nesse caso, basta estabelecer os requisitos que você precisa e encontrar quem atenda a sua demanda. É nesse ponto, entretanto, que você deve ter mais atenção.


Fluxo dos processos de trabalho

Entender a demanda real da sua empresa é fundamental para acertar no planejamento, dimensionamento e migração dos seus workloads para a nuvem. Isso significa:

  • Definir quais serviços serão direcionados a nuvem;
  • Verificar quais tecnologias de conexão serão necessárias;
  • Definir nível de segurança, acesso e permissões;
  • Mensurar a quantidade de usuários totais e simultâneos estarão conectados;
  • Mensurar o tráfego de dados utilizado;
  • Checar espaço para armazenamento;
  • Estabelecer os Acordos de Nível de Serviço.

Esses são pontos gerais que lhe guiarão na maioria dos cenários quando buscar levar seus servidores para nuvem, porém, algumas particularidades devem ser levadas em consideração para um perfeito dimensionamento do projeto.

Veja também o que avaliar antes de ir para a nuvem.

Vantagens da migração da sua TI para a nuvem

São muitas as vantagens de construir em nuvem: redução de custos, velocidade, escalabilidade, aumento da produtividade dos data centers, segurança etc. Ainda assim, é preciso ter um olhar criterioso para entender quais desses aspectos serão relevantes para sua empresa. Por isso é tão importante entender primeiro quais são as suas demandas reais e quais as oportunidades que a nuvem pode proporcionar.

Otimização de custos

Custos são prioridade. E, para levantá-los precisamente, você precisa analisar despesas ocultas. Você pode não perceber, mas certamente estarão lá. É necessário entender exatamente qual o custo da sua nuvem, seja privada, pública ou híbrida.

Um bom exemplo desse tipo de despesa é a energia elétrica. Por tratar-se de algo que a empresa usa todos os dias, máquinas e praticamente tudo o que usamos para trabalhar, o alto consumo dos servidores, no-break, ar-condicionado estão mascarados na conta total. É imprescindível fazer um levantamento da quantidade de fontes e o consumo de todas as máquinas do seu data center. Veja quantos KW/h são gastos e calcule a conta relativa a esse ambiente. Dica: algumas companhias de energia fornecem uma calculadora em seus sites. Você ficará surpreso (a) em saber quanto um servidor ligado 24 horas por dia pode gastar.

Faça as contas relativas a: reposição de equipamentos, renovação de licenças, seguros, garantias, pessoas e segurança. Essa é a base para o conceito de Custo Total de Propriedade – TCO – ou seja, o quanto verdadeiramente custa para se ter algo. Uma analogia que usamos é quando você precisa comprar um carro. Uma coisa é comprar o carro e tirá-lo da concessionária (supondo que compre um zero, ou seja, imagino que você não comprará servidores usados ou montados, ainda assim a lógica se aplica). Outra é o quanto você vai gastar para mantê-lo: seguro, troca de pneus, troca de óleo, revisões programadas, reparos não previstos, etc. A mesma coisa acontece quando você precisa comprar seus servidores. Para isso, preparamos um tutorial sobre TCO com um vídeo para esclarecer todas as dúvidas sobre TCO e outro para te ajudar fazer o cálculo.

Custos da nuvem podem ser capciosos. É comum que empresas tenham um susto ao fechar a conta quando escolhem por uma cobrança elástica baseada em horas de uso dos recursos utilizados na nuvem. No final sempre gastamos mais do que esperado. Além disso, a maioria dos provedores de nuvem atrelam sua cobrança ao dólar e, essa falta de previsibilidade, muitas vezes possui um impacto negativo no fluxo de caixa da empresa. Imagine justificar para a diretoria uma conta diferente todos os meses que não pode ser lançada contabilmente.

Uma alternativa é a utilização de um provedor de serviços de nuvem que lhe auxiliará no dimensionamento, planejamento e migração dos ativos para nuvem e muitas deles possuem uma cobrança em real, o que é muito mais racional e vantajoso. Outro serviço muito procurado hoje é o de billing, onde empresas nacionais, geralmente de contabilidade, fazem a conversão da sua conta da nuvem em dólares em uma despesa dedutível em reais.


Ampliação da segurança física e lógica

A cibersegurança é um assunto que precisa ser tratado com seriedade pelas empresas. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), por exemplo, demonstra que o próprio governo está se movimentando em relação a isso, ou, caso não consiga provar que fez tudo o que estava a seu alcance para proteger os seus dados, você será severamente penalizado.

É claro que a sua segurança física terá um salto gigantesco, afinal todos os grandes data centers possuem controle de entrada e acessos com altos níveis de segurança. Toda a infraestrutura física é feita para suportar grandes volumes de máquinas, redes, com ampla proteção contra incêndio. Coisas que aliás, custariam uma fortuna para ter dentro da empresa. Imagine o tamanho do investimento para ser ter um sistema anti-incêndio que detecta o menor sinal de fagulha, faísca ou fumaça que cria um vácuo para eliminar todo o oxigênio e enche o recinto com gás não combustível e ainda ter uma brigada de incêndio à postos. Caro não? Então essa é a vantagem de colocar suas máquinas em um grande data center.

A segurança lógica, porém, causa algumas dúvidas. Todo grande cloud provider possui protocolos de segurança para seus sistemas, porém, uma vez que você cria uma máquina virtual, sua segurança quanto ameaças externas e todos os dados que ela contém são de sua total responsabilidade. Então você não deve medir esforços nesse sentido.

Na tabela abaixo deixamos mais simples esta distinção. Isso é o que chamamos de Modelo de Segurança Compartilhada. No modelo de nuvem pública, os quadros que você que estão sinalizados como “Empresa de gerenciamento de serviços em nuvem” são aqueles em que a segurança da nuvem, ou seja, a segurança física dos data centers, disponibilidade de hardware, softwares e networking são de responsabilidade da empresa de gerenciamento de serviços em nuvem. Tudo aquilo que foi nomeado como o que “Gestão da Equipe de TI interna” são os itens relativos a segurança na nuvem, que compreende atualizações de segurança de sistemas operacionais, configurações, identificação e nível de permissão para acessos e usuários, segurança de rede, proteção de estações e servidores como os dispositivos que estão na nuvem e os que o acessam, como tablets, smartphones, notebooks, dados e compliance que são de responsabilidade da equipe de TI interna da sua empresa.

Você não precisa seguir ao pé da letra o que recomendaremos a seguir, mas lembra do que eu disse sobre a LGPD? Você deve provar que fez tudo ao seu alcance para proteger os dados, ou corre o caso de sofrer as penalidades previstas em lei. A seguir, veja algumas recomendações básicas para diferentes usos da nuvem seja ela Privada ou Pública.

Faça uma VPN

VPN - Virtual Private Network – ou Rede Virtual Privada é uma ferramenta já conhecida pelo pessoal de TI que trabalha com infraestrutura. Quando você troca dados usando a internet como meio, não necessariamente suas informações estão seguras. A VPN seria então uma espécie de túnel para o tráfego dos seus dados. Quem está de fora não consegue acessar as informações trocadas pois os dados estão criptografados. Os únicos usuários que conseguem visualizar a informação são aqueles que estão nas pontas do túnel. Primordial para quem levará serviços como banco de dados para a nuvem.

Firewall é essencial

O firewall serve como uma barreira para o que, ou quem, está de fora não entrar no seu ambiente. A nuvem provê alguma segurança lógica, mas se você não colocar alguma barreira nos seus servidores eles estarão visíveis e vulneráveis. Pode-se encontrar várias opções gratuitas ou open source que lhe servirão bem no início.

Se você realmente quer ver seus dados protegidos, deverá recorrer a uma empresa especializada para lhe ajudar a montagem de sua estrutura de firewall e VPNs.

Garanta o Antivírus

Sempre que levantar uma nova máquina na nuvem o antivírus é necessário, mesmo que ela esteja protegida atrás de um Firewall, isolada para acesso via VPN, ainda seus sistema não estará totalmente protegido. Alguns sistemas operacionais são mais visados que outros, como por exemplo o Windows da Microsoft. Por sua ampla utilização e distribuição acaba por ser um dos alvos preferidos para explorar possíveis vulnerabilidades, mas engana-se quem pensa que é o único. Por estar presente em vários servidores, o Linux também é visado mesmo que em uma frequência e intensidade muito inferiores.

Segurança não pode ser um jogo de azar ou sorte, mas sim algo planejado. Não existe 100% de segurança e, quanto maior o nível que sua equipe se dedicar a ela, maior serão seus gastos e a complexidade de manutenção. Então cabe a você e seus parceiros delimitarem qual o nível máximo de segurança possuir com base no orçamento cabível. Portanto, antes de migrar para a nuvem, é necessário elaborar uma política de segurança da informação condizente com o nível de sensibilidade dos dados da empresa.

Tipos de fornecedores

Por fim, faça uma análise dos fornecedores, comparando os pacotes de serviços, os preços, os recursos disponíveis e sua reputação no mercado. Entenda se você quer e é capaz de encarar o desafio contando apenas consigo e sua equipe, ou se quer aproveitar da expertise e certificações de empresas parceiras. Vamos elencar aqui alguns possíveis fornecedores de acordo com o que fazem, vantagens e desvantagens de se contratar cada um deles.

Cloud Provider

O provedor de nuvem é aquela empresa que você contrata suas máquinas e hospeda seus serviços. Ele é responsável por manter os seus dados, mas não pela segurança da sua rede ou servidores. A maioria cobra em dólar e possuem um serviço de atendimento e suporte com valores expressivos (também em dólar). Aqui você estará sozinho na mudança ou poderá contar com pouca ajuda na sua jornada para a nuvem, porém vai passar a contar com maior liberdade e flexibilidade.

Security Provider

São empresas geralmente especializadas na segurança das suas estações, redes, dispositivos, na proteção de vírus, ransonwares, hackers e outras ameaças. O ponto forte é que entendem inclusive sobre o comportamento e controle dos usuários que é apontado por várias empresas como o elo mais frágil. O ponto fraco é que talvez não consigam servir de suporte para seus sistemas na nuvem, além do que se refere à segurança.

Cloud Broker

O conceito é simples. Quem detém o maior poder de compra consegue maiores vantagens em negociação. Se duas empresas compram “x” unidades – cada um de um produto específico, terão dois preços diferentes e duas negociações. Porém se essas duas empresas se aliam e juntas compram 2 unidades, então o poder de negociação sobe e o preço cai. Os Cloud Brokers oferecem uma série de serviços para entenderem qual a melhor plataforma para as suas necessidades e orçamento.

Cloud Service Provider

Geralmente o cloud service provider engloba os serviços das três anteriores. Ele se alia a um Cloud Provider para negociar melhores preços e condições, oferece análise, dimensionamento e suporte aos serviços da nuvem e, em vários casos, oferece uma suíte de produtos de segurança para complementar a oferta e provavelmente. É possível que esse provider já faça a nacionalização da cobrança em dólar, quer dizer que você terá em mãos uma nota fiscal em reais, válida e dedutível.

Não existe certo ou errado! Tudo vai depender da velocidade e segurança com que quer migrar para a nuvem. A maioria dos Cloud Providers não possuem um serviço de suporte acessível e são muito caros. Provedores de Serviços de Cloud ajudam a fechar esse gap e a preparar essa jornada.

Como gerenciar meu ambiente na nuvem?

Após todo o processo de migração para a nuvem, é extremamente importante pensar em como gerenciar esse ambiente, garantindo agilidade, eficiência e produtividade.

Multicloud

Multicloud ou Nuvem Múltipla é o uso de duas ou mais plataformas de nuvem pública para armazenamento de dados em ambiente virtual ou recursos computacionais. A distinção entre Nuvem Híbrida e Multicloud é que enquanto na primeira você tem parte dos recursos rodando em sua própria infraestrutura e parte em uma nuvem pública, na segunda terá múltiplas nuvens públicas rodando determinados serviços e workloads. Os benefícios desse modelo são mais agilidade, conformidade, diminuição dos riscos de segurança, além de não estar limitado ao número de serviços e seus valores que um provedor de nuvem pode oferecer. É a lógica de não deixar todos os ovos na mesma cesta, com o benefício adicional de que algumas nuvens estão se conectando nativamente às outras. Azure e Oracle Cloud anunciaram uma parceria que proporciona aos seus clientes, por exemplo, serviços clássicos do Windows Server, como controladores de domínio ou até mesmo Office rodando na primeira, enquanto se conectam com seu banco de dados Oracle rodando na segunda, aproveitando compliance e infraestrutura otimizada para cada um deles.

Vantagens do Multicloud:

  • Escalabilidade
  • Economia de tempo, dinheiro e espaço físico
  • Agilidade
  • Livrar-se da dependência de apenas um provedor
  • Poder usufruir o que cada nuvem possui de melhor.

Tenha visibilidade

Outro padrão recorrente que pode ser visto é a tendência de os administradores de nuvem local ficarem sobrecarregados, mais do que geralmente estão, devido ao aumento da complexidade dos ambientes, tentando superar o desafio de colocar a TI em um patamar estratégico em um ambiente de alta complexidade. A medida que a complexidade dos ambientes aumenta, a gestão da TI aumenta proporcionalmente. Atualmente diversas aplicações são necessárias em uma operação, como por exemplo um ERP, CRM, mensageria, e-social, SPED, segurança e LGPD, sem falar no aumento das demandas internas de diversos setores da empresa que querem trazer tecnologia para seus processos. O cenário torna cada vez mais difícil manter uma administração eficiente, devido à escassez de tempo, por exemplo.

Nesta etapa, o mais importante é compreender os processos que serão gerenciados. Então, fique atento aos seguintes fatores administração do ambiente — defina quem são os responsáveis, mapeie os processos, escolha as soluções de gestão estratégica de cloud computing, promova treinamentos etc.;

  • Controle de acesso — por meio da política de segurança da informação, defina quem tem acesso a quais níveis de serviço na nuvem, evitando brechas e gerenciando melhor os riscos;
  • Visibilidade dos dados — certifique-se de que todos os dados armazenados estejam protegidos de acesso externo não autorizado;
  • Elasticidade — leve em consideração a possibilidade de ampliar o pacote conforme a demanda da empresa;
  • Recursos disponíveis — instale as aplicações e organize uma gestão de licenças e ativos;
  • Backup — crie uma estratégia de backups automáticos em ambiente separado e protegido.

Alguns Indicadores-chave para essa etapa são:

  • Monitoramentos passivo e ativo e alertas de desempenho;
  • % de integração entre infraestruturas;
  • Precisão do dimensionamento (sizing) de projeto.

Nesse momento identificamos que vai ficando cada vez mais difícil ganhar visibilidade ao mesmo tempo que controla os gastos e custos das várias nuvens, porém, sem isso, é praticamente impossível dar o próximo passo para otimização e boa governança.

Otimização e Governança

O terceiro padrão ou estágio da adoção na nuvem envolve sua otimização, integração e compliance. É necessário encontrar maneiras de ser mais eficiente, reduzir gastos e economizar tempo. Várias empresas nesse estágio já passaram pelas primeiras dores e problemas naturais da migração de uma estrutura local para outra remota. O que percebemos é que as que dão um salto considerável de qualidade na utilização desse novo modelo são aquelas que passam a ter processos mais estruturados, com documentação sobre as melhores práticas.

Por outro lado, o conforto de estar em uma estrutura mais dinâmica e menos suscetível a falhas pode levar a um relaxamento do gerenciamento dos recursos. É comum deparar com servidores fantasmas, sem utilidade, processos que deveriam ser concentrados, ou o inverso, divididos em máquinas distintas para ganhar recursos ou performance estão desestruturados.

Um exemplo de como melhorar e modernizar sua estrutura é na utilização de banco de dados. Empresas que migram suas estruturas com um servidor de aplicação acessando um banco de dados pode se tornar algo caro, em nível monetário, de tempo, risco e esforço, o que apresenta dificuldades de administração e ineficiência na gestão de recursos. A evolução natural é um único banco de dados suportando várias aplicações. Com isso o administrador de nuvem ganha agilidade e controle. Esse é apenas um exemplo bem geral do que acontece na prática é que a empresa passa a aproveitar de outras tecnologias com containers e dockers para conseguir tirar o melhor proveito da nuvem.

Um dos motivos de adotar a nuvem é obviamente cortar custos de aquisição de hardware, pois o custo total de propriedade – como falamos lá em cima – é alto, mas isso é possível? Cada aplicação ou sistema (software) tinha uma máquina física (hardware) dedicada. Com a virtualização, um computador passou a suportar vários sistemas operacionais e, com isso, várias aplicações. Essa é a base da computação em nuvem. Agora, podemos aproveitar o mesmo hardware para suportar vários sistemas operacionais, ou seja, criamos várias máquinas virtuais para rodarem em uma mesma máquina física. Uma comparação que podemos fazer é que seu notebook pode suportar apenas um sistema operacional, por exemplo um Windows, mas nesse Windows você pode instalar vários programas. A virtualização permite que você tenha mais de um sistema operacional na sua máquina. Por exemplo: um Windows e um Linux, e cada um deles rodando vários programas específicos para aqueles sistemas. Os ganhos são óbvios, pois agora tenho menos máquinas físicas para administrar, menos pontos de falha e podemos agora aproveitar ao máximo os recursos do hardware.


Porém servidores geralmente são dedicados, ou seja, cada máquina, seja física ou virtual tem um sistema operacional servindo a uma aplicação. O que se pode fazer é “virtualizar” o sistema operacional para suportar as aplicações, como na figura acima. Nesse sentido, a administração dá um outro salto, referente a redução da quantidade de sistemas operacionais, além de obviamente gerar uma enorme economia em licenciamento desses sistemas. A isso dá-se o nome de containers.

A etapa de otimização e governança na jornada de adoção da nuvem pode ser a mais exaustiva e demorada para se alcançar. Nem todas empresas irão, ou mesmo precisam, chegar a esse ponto, porém o que vimos é que o ganho operacional é imenso, exigindo que empresas mudem sua cultura e processos para mais ágeis, flexíveis e eficientes, gerando ganhos para toda a organização. É um trabalho árduo, mas é recompensador em termos de disponibilidade de dados, segurança da informação e continuidade do seu negócio. Quanto mais longe for na jornada, mais preparado estará para enfrentar os desafios no mercado.

Para finalizar, não importa em que etapa você esteja na jornada de adoção da nuvem, seja no início analisando fornecedores, dimensionando a necessidade de recursos, ou bem mais adiante, implementando soluções como Docker e processos de Cloud Management. Deixamos três dicas que irão servir como linhas condutoras para evitar problemas ou ganhar vantagens.

1. Estabeleça objetivos claros e responsáveis para alcançá-los.

Mesmo que tenham várias pessoas interessadas e impactadas pelo projeto é essencial a figura de um líder responsável por manter o projeto alinhando com as metas gerais da companhia. Crie métricas de resultados o quanto antes para mensurar os ganhos com a migração para a nuvem.

2. Faça uma pesquisa com seus concorrentes e parceiros.

Outras empresas do seu setor com certeza já terão, ao menos em parte, seus servidores em nuvem. Converse com eles sobre os prós e contras de uma mudança de ambiente físico para virtual, ou, se já estiver em nuvem, o que estão fazendo para gerenciar e otimizar seus recursos. Cada realidade é única e talvez o exemplo deles não seja totalmente ideal para o seu caso, porém eles terão já cumpridos algumas etapas do ciclo de adoção da nuvem e com isso poderão oferecer suas experiências.

3. Na dúvida, procure por empresas especializadas.

Diversas empresas que recorrem a provedores especializados, como a CCM, frequentemente procuram empresas para refazer o planejamento de migração para nuvem ou ainda insatisfeitas com os valores que estão pagando. Essa é a diferença entre custo e preço. Algumas empresas optam por um preço mais barato no início sem levar em consideração que o custo de operação vai crescer e derrubar a economia de preço. Muitas vezes as infraestruturas são subdimensionadas nas propostas, ou para fazer caber no orçamento ou por erros de dimensionamento e, portanto, isso leva posteriormente a uma alta nos custos. Empresas especializadas como Cloud Brokers, ou Prestadores de Serviços de Nuvem serão suas aliadas no planejamento correto, ajudando alinhar seus objetivos e expectativas às limitações de orçamento, criando um plano de adoção de tecnologias que irão gerar economias no médio e longo prazo, além de oferecer apoio técnico como suporte e atendimento a um custo (seja ele monetário ou mesmo de esforço) e tempo de sua equipe posteriormente.

Uma solução de gerenciamento de serviços em nuvem é a melhor opção para quem quer ter excelência nesses processos. Os serviços incluem backup, suporte, virtualização, firewall, sustentação da operação, monitoramento de redes, locação de licenças, gestão de Disaster Recovery, VPN etc.

São benefícios que fazem da computação em nuvem uma ferramenta poderosa para qualquer organização. Então, faça uma avaliação da sua infraestrutura e busque um serviço que atenda às suas demandas. Em pouco tempo, sua empresa alcançará um novo patamar de inovação tecnológica!

Nos últimos 10 anos, a CCM se especializou em nuvem para operações de missão crítica, desenvolvendo expertise em migrar aplicações cliente-servidor e ajudar no desenvolvimento de ambiente de aplicações nativas para a nuvem. São centenas de empresas que auxiliamos construindo, migrando e sustentando ambientes que abrigam o “coração” das operações em nível de aplicações, sistemas e serviços de TI. Com toda essa experiência, podemos acompanhar a evolução natural e as transformações digitais que cada um de nossos clientes atravessa e focamos em identificar padrões não somente dos seus ambientes, mas também de seus modelos de negócio e operação, para que possamos entender os desdobramentos sobre a infraestrutura.

Se quer saber como isso pode ser feito no seu contexto específico, entre em contato com a CCM Tecnologia para que possamos auxiliá-lo, de ponta a ponta, na transformação da sua infraestrutura, com atenção personalizada e soluções sob medida.